Piso dos professores 2026: MEC não anuncia reajuste e não cumpre promessa

A expectativa segue alta entre profissionais da educação de todo o país, que aguardam uma definição.

O Ministro da Educação, Camilo Santana, havia afirmado que anunciaria o reajuste do piso salarial dos professores até o dia 15 de janeiro, mas, até esta data, o MEC  ainda não divulgou oficialmente nenhum valor ou percentual.

Desde o início do ano, o tema do reajuste mobiliza professores, sindicatos, gestores públicos e especialistas em políticas educacionais. O piso salarial nacional funciona como referência mínima para a remuneração de docentes da educação básica e impacta diretamente as redes municipais e estaduais. Por isso, qualquer definição gera reflexos imediatos nos orçamentos locais e na organização das redes de ensino.

Até o momento, o que se sabe é que o Ministério da Educação realizou reuniões com entidades representativas de trabalhadoras e trabalhadores da educação, além de gestores públicos de estados e municípios. Esses encontros tiveram como objetivo discutir alternativas para o cálculo do reajuste e buscar um modelo que ofereça maior previsibilidade ao longo dos próximos anos. O governo ainda não oficializou uma decisão final, mas as discussões avançaram em torno de uma proposta considerada mais equilibrada.

Expectativa

Entre as sugestões analisadas, ganhou destaque a adoção de um critério híbrido para o reajuste do piso dos professores. Esse modelo combina dois fatores: a inflação anual e uma parcela do crescimento real das receitas do Fundeb registrado nos últimos anos. A proposta busca evitar oscilações bruscas nos reajustes e criar uma base mais estável para a valorização salarial do magistério.

Técnicos e representantes do setor avaliam que esse critério híbrido pode gerar reajustes mais consistentes ao longo do tempo. De acordo com análises apresentadas nas discussões, a fórmula poderia resultar em um aumento superior a 6% em 2026. Apesar dessa estimativa, o governo federal ainda não confirmou números oficiais, nem indicou se adotará integralmente esse modelo no cálculo final.

A ausência de um anúncio até o prazo mencionado pelo ministro aumenta a apreensão entre professores da educação básica. Muitos profissionais dependem dessa definição para planejar o orçamento familiar e acompanhar negociações salariais em seus estados e municípios. Em várias redes de ensino, o piso nacional serve como base para planos de carreira, o que amplia o impacto de qualquer reajuste.

O MEC mantém silêncio sobre os motivos do atraso no anúncio. O ministério também não informou se divulgará o reajuste ainda nesta semana ou se haverá uma nova data para apresentação dos valores. Enquanto isso, professores e entidades representativas acompanham atentamente as movimentações do governo e reforçam a importância de uma comunicação clara e objetiva.

Secretaria de Comunicação
Sindicato dos Profissionais da Educação-SINPROED

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Piso dos Professores.

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